" AS ABORDAGENS DA MORTE NAS GRANDES CORRENTES DO PENSAMENTO CLÁSSICO CHINÊS"
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<p style="box-sizing: border-box; outline: 0px; border: 0px; padding: 0px; position: relative; z-index: 0; margin: 1em 0px; width: auto; color: rgb(0, 0, 0); font-family: Roboto, sans-serif; font-size: medium;">Seminário Internacional de Medicina Chinesa com Elisabeth Rochat Gravado</p>
<p style="box-sizing: border-box; outline: 0px; border: 0px; padding: 0px; position: relative; z-index: 0; margin: 1em 0px; width: auto; color: rgb(0, 0, 0); font-family: Roboto, sans-serif; font-size: medium;"> </p>
<p style="box-sizing: border-box; outline: 0px; border: 0px; padding: 0px; position: relative; z-index: 0; margin: 1em 0px; width: auto; color: rgb(0, 0, 0); font-family: Roboto, sans-serif; font-size: medium;"><strong style="box-sizing: border-box; outline: 0px; margin: 0px; padding: 0px; border: 0px;">Tema: "</strong>AS ABORDAGENS DA MORTE NAS GRANDES CORRENTES DO PENSAMENTO CLÁSSICO CHINÊS" </p>
<div>A faixa fúnebre de Mawangdui</div>
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<div>Em 1972, um grupo de arqueólogos entrou numa tumba selada em 168 a. J. C. e lá encontraram, entre outras maravilhas, uma pintura feita na seda, em forma de faixa, colocada sob o caixão que continha o corpo da defunta. Como um tipo de talismã e de invocação, ela representava a vida invisível do universo, as forças, como o Yin Yang, os Espíritos da Terra e do Céu... que agem para que a vida apareça e que guiam nos caminhos da vida após a morte. A defunta é representada na faixa, com suas almas Hun e Po, na sua dupla existência celeste e terrestre.</div>
<div> Nós estudaremos em especial aquilo que representam as almas Hun e Po na China antiga, por meio dos textos clássicos e do que se sabe do culto dos antepassados tal como era praticado naquela época. A crença na sobrevivência para aqueles que sabem cuidar bem da sua própria vida é representada nessa faixa de forma colorida e artística. Ela ecoa com a grande quantidade de textos do mesmo período e das ideias que podemos atribuir a eles, em particular os escritos que abordam os ritos funerários e a manutenção da vida para continuá-la no Além. Nós nos basearemos nos melhores entre estes textos para esclarecer o significado da pintura exposta frente a nossos olhos.</div>
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<div>Vida e morte</div>
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<div>O ser humano possui consciência de si. É o que caracteriza o humano e constitui sua grande diferença com os outros seres como os animais. Mas uma das consequências desta consciência é o medo e a ansiedade. Cada civilização, confrontada a este problema fundamental, tem, desde o neolítico no mínimo, desenvolvido concepções e sistemas que permitem à vida humana prosseguir e se desenvolver apesar dos medos profundamente enraizados e cujas forças gigantescas parecem incontroláveis.</div>
<div> O animismo, o culto dos antepassados, os diferentes níveis da noção do Céu, a organização de um sistema cósmico de correspondências... são respostas, no mundo chinês, à essa angústia perpétua. </div>
<div>Na China, como em todo lugar, vemos diversas atitudes, ao longo da história, assim como variações em função dos pontos de vista.</div>
<div>Qual visão pode ou deve ter um homem para viver sua vida em função desta visão e enfrentar sua morte, senão sem medo, pelo menos sem o insuportável medo/angústia da ausência de sentido e do desaparecimento.</div>
<div> No contexto do mundo chinês, observamos as visões propostas pelo Taoísmo e pelo Confucionismo (e não o Budismo); elas fomentaram a vida concreta de um grande número de pessoas durante milenares; testemunhos históricos e biográficos o confirmam.</div>
<div>Estas visões chinesas tradicionais, mesmo se elas ainda existem hoje em dia, não possuem mais exatamente as mesmas formas; no entanto, elas podem nos confrontar aos nossos próprios questionamentos sobre a morte, mas sobretudo à nossa visão da vida, aquela que nos permite conceber e enfrentar a morte e incorporá-la àquilo que a excede; senão, nós nos tornamos inexoravelmente suas vítimas. </div>
<div> As visões propostas pelo taoísmo e pelo confucionismo diferem, mas elas repousam sob o mesmo pano de fundo chinês onde encontramos:</div>
<div> -O culto dos antepassados (sendo assim uma vida depois da morte), praticados desde sempre e ainda hoje.</div>
<div> -Uma crença em almas humanas (Hun e Po) próprias ao indivíduo, se separando, mas não desaparecendo, na hora da morte; a certeza de que o homem pode se elevar ao nível de espírito celeste, vivendo da vida do Céu Terra.</div>
<div> -A elaboração de uma cosmologia onde tudo está ligado; cada indivíduo é parte (temporária) de um todo, nunca isolado, nunca realmente confrontado a uma natureza hostil, mas sempre parte integrante de um movimento natural.</div>
<div> Estas visões, taoísta e confucionista, tem também suas abordagens particulares, implicando uma certa forma de agir da vida, discípulos, práticas e mesmo técnicas que visem a tornar mais real a incorporação de uma vida particular à vida do universo. Veremos as grandes características de cada abordagem e de qual imortalidade se trata em diversos contextos.</div>
<div> Certas questões serão levantadas, tais como, por exemplo:</div>
<div>- A imortalidade não é não morrer. Não é necessariamente preservar seu corpo físico</div>
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<div>-A imortalidade é biológica ou ideal? A sobrevivência se faz no pensamento ou no corpo dos outros (os grandes mestres vivem em seus discípulos e os antepassados em seus descendentes)?</div>
<div> -O que significa se tornar um “deus” ou “espírito” (shen)? Durante sua vida ou na hora da morte.</div>
<div> -Qual consciência, quais as qualidades determinantes de um indivíduo permanecem após a morte, e sob qual forma?</div>
<div> -Qual relação entre o mundo dos vivos e o dos mortos? A importância dos ritos na convivialidade e na ligação entre vivos e mortos.</div>
<div> Nós abordaremos também a noção da morte na perspectiva das Quatro Esferas do grande filósofo contemporâneo Feng Youlan (1895-1990).</div>
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